Estratégias para a saúde dos profissionais em Oncologia

06/09/2015

Resumo da palestra proferida pela Dra. Catherine Wilkins, no XIII Congresso de PsicoOncologia, Brasília, 2 de setembro de 2015)
(Se você deseja receber o texto completo, envie um e-mail para fractologia@monikavonkoss.com.br)

1. Exemplos para fundamentação científica
a) Análises fractais do batimento cardíaco mostram que a variabilidade da recorrência fractal, ou da complexidade do batimento, é um sinal precoce de um iminente ataque cardíaco. Um coração saudável bate em um ritmo aperiódico, não regular ou repetitivo demais, nem randômico ou caótico demais. Um ritmo saudável está entre estes dois extremos, exibindo um padrão de variabilidade fractal.
A perda da variabilidade fractal é um sinal de doença cardíaca.
Na falha congestiva cardíaca, por exemplo, o batimento cardíaco é excessivamente regular, correspondendo a uma perda da dimensão fractal. Na fibrilação atrial, o batimento cardíaco é excessivamente randômico, correspondendo a uma dimensão fractal alta demais.
b) A perda da recorrência fractal, ou da complexidade, no andar de uma pessoa é um sinal precoce de desordens neuromusculares, não detectável de outra forma.
c) Análises fractais do EEG revelam uma perda similar da complexidade fractal em pacientes, muito antes da manifestação clínica do Alzheimer.
d) Análises do EEG de pacientes de Desordens Afetivas Sazonais (SAD) mostraram um aumento na dimensão fractal do sinal após fototerapia.
e) Em estresse, epilepsia, desordens maníaco-depressivas, envelhe-cimento e desordens neurodegenerativas como Parkinson e Huntington, foram encontradas associações com desvios do padrão fractal saudável.
f) A estes podemos adicionar o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), que é associado com um rebaixamento na dimensão fractal em tarefas cognitivo-comportamentais.
A lista continua e está se tornando mais longa.

2. Propriedades do fractal
a) Duas das propriedades mais importantes de um fractal são a autossimilaridade, que dá origem a sua habilidade de autorreferência. Pelo fato de todas as partes do padrão serem iguais a todas as outras partes, o padrão permanece fiel ao tipo. Pense em uma árvore. Sua autossimilaridade é óbvia, pois podemos pegar uma pequena amostra da árvore e ela parece uma versão em miniatura de si mesma. Esta característica também é chamada às vezes de ‘invariância de escala’ ou ‘livre de escala’, porque não importa o tamanho para o qual você está olhando, a forma de ramificação geral é a mesma.
A complexidade dos fractais possibilita que princípios simples sejam aplicados, por meio do crescimento, com opções ou oportunidades cada vez maiores, o que em termos fractais é chamado de iteração – ainda outra repetição do padrão básico. Ao mesmo tempo, um fractal é robusto, mantendo sua coerência em qualquer oportunidade. Muitos sistemas dinâmicos, ao encontrarem um método mais eficiente de trabalhar em rede, começarão a formar padrões complexos, que assumirão características fractais.

3. Dimensões do Fractal
Dinâmicas fractais existem em toda escala da realidade mensurável – da quântica até a cósmica. Talvez possamos sugerir que a consciência humana é simplesmente um portal tão eficaz, que através dele a conectividade fractal pode fluir. É possível que conexões fractais, que tanto afetam nosso crescimento e integração nas escalas biopsicossociais, se estendam muito mais profundamente até às raízes da matéria, e muito mais além para o cosmos, do que a ciência moderna jamais imaginou. Parece que a ciência está desenvolvendo as ferramentas para explorar de modo mais sistemático a visão de mundo de nossas civilizações mais antigas – de que todos nós estamos conectados, de que toda a vida está conectada e de que o universo está vivo nestas conexões de um modo mais real.

4. Perda da dimensão fractal
O que atualmente chamamos de estresse pode de fato ser um estado em que estamos perdendo nossa dimensão fractal. Quando estamos estressados, nossos sistemas corporais se juntam, nossos sistemas psicológicos se tornam apegados a focos fixos, e nossas dinâmicas sociais se tornam cada vez mais rígidas, à medida que nos agrupamos e formamos hierarquias de liderança mais rigorosas. Se este é o caso, então isto significa que podemos ser capazes de acessar o estresse em um contexto mais amplo, desde o estresse ambiental até o estresse quântico.
(A perda da dimensão fractal significa a perda do fracionamento interdimensional)

5. Implicações
Enquanto certamente é desejável para qualquer pessoa manter sua complexidade fractal, primeiramente precisamos compreender o fractal não apenas no estresse, ou na doença, mas também no bem-estar.
Descobertas comportamentais e cerebrais sugerem que a variabilidade fractal é a assinatura da saúde e do bem-estar cognitivos.
Um modo de começar a considerar a importância disto é que não podemos mais considerar dados pontuais como isolados. Cada um é parte de um padrão mais amplo, com importância imensurável.
A relação de escala nas repetidas medições de comportamento implica que cada medição é parte de um padrão comum mais amplo, que inclui todas as outras medições. Para nossos cérebros esquerdos lineares altamente educados, isto pode parecer paradoxal. Talvez mesmo sem sentido. Por exemplo, ao coletar mais informação, nós coletamos mais da onda fractal aperiódica. A amplitude de variação cresce ao aumentarmos o número de tentativas. À medida que um experimento aumenta em abrangência de poucas dúzias para algumas centenas e para alguns milhares, a amplitude da variação aumenta propor-cionalmente (em escalas logarítmicas). Assim, a variabilidade nos dados humanos não tem uma quantidade característica e nem uma escala preferida, o que vai contra o cerne do que somos usualmente ensinados a respeito de dados.
Exemplo: Se tomarmos uma foto comum e a rasgarmos, apenas ficamos com vários pedaços. Mas se tomarmos um holograma e o rasgarmos, cada pequeno pedaço contém uma imagem da foto original.
Isto nos fornece um mapa individualizado para trabalhar, que é único para cada cliente. Isto nos capacita a trabalhar com impressionante precisão, bem como nos salvar dos métodos estatísticos da medicina convencional.

6. Modelo de cuidado preventivo
Usar dados fractais nos força para fora do pensamento estatístico padronizado. Doença, bem como evolução e saúde, são uma função da coordenação de múltiplos processos, ou a perda desta coordenação. Assim, se alguma vez quisermos ter um verdadeiro sistema de saúde preventiva, um modelo de cuidado da saúde baseado no bem-estar, que é mais do que simplesmente a verificação constante para determinar se a pessoa já ficou doente ou não, precisamos compreender o modo de interação dos constituintes, precisamos compreender o modo como processos constituintes interagem. Esta é a base para uma coordenação adaptativa flexível. (The Fractal Picture of Health and Well Being do Dr. Guy Van Orden, PhD)
Exemplos simples de redução de estresse: Vários estudos mostram que a exposição a padrões fractais reduz os níveis de estresse das pessoas em até 60%. Isto parece ocorrer devido à ressonância fisiológica no olho. Algumas pesquisas indicam que certos tipos de trabalho de arte com padrões similares também podem produzir um efeito relaxante. Isto pode explicar muito da assim chamada geometria sagrada. Trazer padrões fractais e da natureza para dentro de casa tem um efeito relaxante em nós todos e é algo relativamente simples de alcançar.
Expor a nós mesmos a ambientes ricos em fractais, tais como visitando parques e jardins, observando nuvens ou mesmo fazer bolhas de sabão, por 20 minutos diários, pode reduzir significativamente nossos níveis de estresse. Talvez isto seja parte da razão dos benefícios documentados que vêm especialmente de caminhar por labirintos.

7. Aplicações da Fractologia
a) A principal propriedade fractal para ser utilizada aqui, eu acredito, é a da autorreferência. Essencialmente, isto significa que quando nosso sistema pode ouvir a si mesmo, ele vai bem. Nós estamos, como dizemos, ‘sintonizados’, isto é, nosso sistema está operando a partir de seus próprios sinais embutidos. Mas, quando há interferência nestes sinais, ou mesmo uma perda do sinal, há estática e distorção, que resulta em nosso sistema não operar tão eficazmente como deveria. Quando isto acontece, acabamos operando a partir das considerações de outros, não nossas próprias. E, infelizmente, o que funciona para uma pessoa, porque está conforme com seu fractal, pode não funcionar para outra, pode distorcer ou romper seu padrão.
b) O primeiro passo para fortalecer nosso sinal é o que chamamos de ‘ganho negativo’. Isto é, liberar todas as coisas que possam distorcer nosso sinal, desde memórias de velhos traumas a estresse presente e preocupações futuras. Esta é uma área em que a Psicologia tem focado muito seus esforços, com considerável benefício. Contudo, se quisermos ver nossos clientes realmente florescerem, precisamos nos lembrar do segundo passo.
c) Este segundo passo é o que chamamos de ‘ganho positivo’. Isto é, incluir ou fortalecer aquilo que queremos. Esta é a área em que a Fractologia se sobressai. Ao focar no padrão fractal específico de cada pessoa, podemos eficazmente ‘reiniciar’ o padrão no lugar em que se tornou quebrado ou distorcido, ou mesmo substituído por um padrão diferente. Isto requer considerável treinamento perceptual, mas pode ser feito, e feito consistentemente.

8. Referências Bibliográficas

Guy Van Orden, PhD, “The Fractal Picture of Health and Well Being”, https://scholar.google.com.br
No site www.fractal-lab.org/links.html você vai encontrar uma lista de revistas que publicam artigos sobre fractais nas ciências biomédicas.
Você também pode querer entrar em contato com A Sociedade para a Teoria do Caos em Psicologia e Ciências da Vida, no site http://www.societyforchaostheory.org/.
E, claro, você pode entrar em contato com a Fractologia, através do site www.fractology.info.
Há também alguma informação sobre Fractologia em português, dos organizadores locais, no site http://www.monikavonkoss.com.br/expansao-consciente/perspectiva-holográfica-da-transpessoalidade

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