Liderança Autossustentável: Da Codependência à Interdependência

Vivemos um tempo de profundas e rápidas mudanças que impactam principalmente nossos relacionamentos, sejam estes afetivos, sociais ou profissionais. Estas mudanças têm provocado nas pessoas um sentimento difuso e generalizado de inadequação, confusão, estranhamento, insegurança e falta de propósito e significado para a vida, que só fazem recrudescer a baixa autoestima, o stress e a falta de energia e vitalidade física.

Tudo leva a crer que o velho modelo comportamental, baseado no individualismo, na escassez dos recursos, na competição, na busca desenfreada por reconhecimento e aceitação e, quando este reconhecimento não vem, na autovitimização e na culpabilização do outro, está com seus dias contados.

As características, demandas e regras explícitas e implícitas vigentes no mundo corporativo e profissional determinam um padrão de comportamento que limita as possibilidades de ação e expressão individual. Isto gera alarmantes níveis de insatisfação e stress, com resultados dramáticos na qualidade de vida e no desempenho das pessoas.

Em outro lugar escrevi que os novos tempos demandam uma nova atitude em todas nossas relações com o mundo, baseada em valores como cooperação, respeito pelas diferenças e cuidado com o meio-ambiente físico e social. Para desenvolver e sustentar esta nova atitude, precisamos ampliar a percepção consciente de nós mesmos, seja na relação conosco, seja na relação com os outro e com o planeta (Fractologia: um caminho para o Ser Essencial).

Novas atitudes e comportamentos baseados em uma atitude de independência não podem ser simplesmente incutidos na cabeça das pessoas, mas podem ser desenvolvidos por qualquer indivíduo, a partir do autorreconhecimento, da compreensão dos mecanismos de causa e efeito (autorresponsabilidade), sua autoaceitação e, finalmente, seu desejo consciente de mudar, de modo a pavimentar o caminho para relações de interdependência.

Potencializar o ser