Confiar na própria experiência

11/12/2013

Lendo um livro sobre Lemúria*, o mítico continente-mãe supostamente afundado no Oceano Pacífico, me deparei com uma história que expressa uma experiência muito comum e que presencio sempre nas vivências que realizo.

A história fala de um jovem, cuja vocação é se tornar um erudito, pessoas que passavam a maior parte de seu tempo em uma das cidades sagradas, pesquisando e estudando. Após sua iniciação aos 14 anos de idade, um mestre veio buscá-lo e ambos se dirigiram para o Vale Mágico, em cujo centro se erguiam três colunas imensas de obsidiana, cada qual tendo no seu topo uma cidade de cristal.

Ao chegar, mestre e discípulo sentaram-se diante da coluna correspondente e o jovem se perguntava como iriam chegar no seu topo, pois as imensas colunas eram lisas como vidro. Foi então que o mestre falou: “Você se pergunta como vamos chegar na cidade sagrada. E como você vê, não há caminho que você possa percorrer com o corpo”.

Relata então sua própria experiência como discípulo e passa ao jovem o ensinamento de como chegar à cidade sagrada: você deve sentar-se diante da coluna e olhar para si mesmo no espelho de obsidiana, até desvendar a pergunta de quem você é. Sabendo quem você é, deve então fechar os olhos e perguntar-se com profundo e intenso fervor, para onde você quer ir. E deve fazê-lo pelo tempo que levar para obter a poderosa resposta. Ao ter a resposta, neste mesmo instante, você estará lá. Mas o mestre acrescenta uma advertência: você deve acreditar que chegou, no momento em que lá chegar!

O jovem seguiu as instruções; mas, quando se viu na cidade sagrada, duvidou…Será?…Não pode ser!… e instantaneamente se viu novamente diante de sua imagem refletida na coluna de obsidiana.

Duvidar da própria experiência, da própria percepção, é algo muito comum. E como a dúvida nos traz instantaneamente de volta para o lugar de onde partimos, acabamos acreditando na dúvida, sem nos darmos conta que é a própria dúvida que nos lança de volta para o habitual, para o velho.

Apenas quando acreditamos, quando temos fé, quando sustentamos nosso compromisso profundo com aquilo que queremos, podemos realizar nossos desígnios. Quando sabemos quem somos e temos fé em nosso propósito, podemos alcançar as cidades sagradas, as cidades cristalinas, que estão dentro de nós.

*Lemuria. Das Land des goldenen Lichts [O País da Luz Dourada], Dietrich von Oppeln-Bronikoswki

Comentários

Oi…
Esto sempre por aqui, cada vez que coloca algo novo, venho ler…
O livro explica porque as colunas são de obsidiana?
Bjos

Claudia, não há nada sobre a razão das colunas serem de obsidiana, mas minha amiga Regina, a Senhora dos Cristais (www.senhoradoscristais.com.br), sempre diz que a obsidiana é um cristal muito poderoso, porque ele nos mostra a verdade a respeito de nós mesmos. Acho que esta é a função das colunas, eu preciso estar em minha plena integridade para poder olhar para a obsidiana, o que não significa ser boa ou perfeita, mas sim, que acolho o que sou, sem restrições.

Sim, a obsidiana tem um grande poder de purificação, inclusive espiritual… ao ser capaz de olhar para ela, somos levados a “curar”, “limpar”, padrões de pensamentos e comportamentos que nos mantém presos à dúvida quanto nossa capacidade de Ser, além de nossa programação de mediocridade… e chegar à cidade de cristal é o resultado dessa purificação… faz sentido isso para vc? Bj

Claudia, concordo plenamente com você.

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