Ser vulnerável é cometer bons erros!

19/05/2012

Tempos desafiadores estes que estamos vivendo. Nada mais parece o mesmo, tudo está em constante mudança e na maioria do tempo não temos a menor ideia de para onde estamos caminhando.

Foi um bálsamo para mim quando, ao ler a última mensagem de ‘O Grupo’ (canalizado por Steve Rother – www.lightworker.com ), me deparei com a seguinte mensagem: “Não tente compreender tudo, apenas observe as energias à medida que elas vêm em sua direção – cada e todas elas – e integre cada uma, permitindo-se ser vulnerável…deixando cair a proteção e permitindo-se ser apenas você.”

Por mais simples que isto possa parecer – e é no final das contas! – não é fácil deixarmos cair toda proteção que construímos ao longo da vida, quando tudo que nos foi dito era para sermos fortes e precavidos diante das provocações e perigos da vida. E agora somos solicitados a ser vulneráveis!

Nosso condicionamento nos ensinou que vulnerável significa ficar à mercê das circunstâncias, a sermos vítimas, sujeitos fracos, sofredores. E por mais que não gostemos e procuramos evitar tomar ciência disto, em alguma medida é como a maioria de nós se relaciona com o mundo. Somos vitimas da poluição, do trânsito, do trabalho, dos amores, das finanças, da propaganda, da tecnologia. Fazemos aquilo que todos fazem, porque não sabemos o que de fato queremos fazer, o que de fato nos deixa felizes e também, porque não, porque é mais confortável!

Ser quem se é, uma pessoa ímpar no universo, com habilidades, características, anseios e valores próprios e singulares, requer esforço para nos posicionarmos com nossa verdade diante do mundo, sem nos preocuparmos em agradar o outro, em corresponder àquilo que outros dizem e querem que sejamos. Requer reconhecer e sustentar nossa própria verdade e reconhecer e respeitar a verdade dos demais. De fato, uma empreitada e tanto!!

E acreditem, por mais estranho que pareça, ser vulnerável é nossa melhor proteção nestes tempos de grandes transformações, porque é a única maneira de manifestarmos quem somos verdadeiramente, sem nos torcermos e distorcermos para parecer algo que não somos, apenas para agradar e nos encaixar.

Ser vulnerável é cometer bons erros na busca da própria verdade, pois é através dos erros que aprendemos a diferenciar entre aquilo que nos serve e nos torna felizes, aquilo que corresponde ao que somos de verdade e aquilo que não somos, mas que tentamos ser para nos adaptar a uma realidade que está em contínua mudança. Esta tentativa de nos adaptar a uma realidade em contínua transformação nos afasta cada vez mais de quem somos verdadeiramente, pois isto é a única coisa permanente que podemos ser.

Somos perfeitos na origem, somos perfeitamente quem somos verdadeiramente, e a única perfeição que devemos buscar é aquela que já somos. Qualquer ideia de perfeição a que nos apegamos nos aprisiona e fixa, impedindo-nos de nos mover em direção àquilo que já somos. Portanto, apenas precisamos seguir em frente, porque nosso destino é nossa origem e quando nos abrimos para o caminho e seguimos em frente, inevitavelmente chegaremos em casa.

É isto que significa ser vulnerável, acolher aquilo que vem em nossa direção e encontrar seu lugar apropriado em nossa vida. Quando fazemos isto, diz ‘O Grupo’, estamos nos permitindo dançar na luz, antes mesmo dela chegar!

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