responsabilidade

O próximo passo: da codependência à interdependência

A tão anunciada grande mudança do mundo está a pleno vapor. Mas sua visibilidade requer uma atenção mais sutil ao que acontece à nossa volta, pois não são mudanças óbvias...

Relacionar-se: uma arte a ser aprendida

Por que os homens empacam nos relacionamentos?

Esta é uma das perguntas, frequentemente formuladas pelas mulheres.

Não posso dar uma resposta direta a esta pergunta, por várias razões: (1) não sou homem e, portanto, não posso falar a partir da própria experiência; (2) não sei se todos os homens empacam e (3) mesmo que seja assim, é provável que cada um o faça por motivos muito particulares. No universo humano, cada pessoa tem suas razões próprias, embasadas em uma história de vida e um contexto único.

A criança como ponto de partida

O ser humano que um humano chega a ser vai se constituindo ao longo da vida humana que ele vive. (Humberto Maturana)

Como viver a própria integridade

Recentemente, uma pessoa me perguntou, porque a maioria das pessoas não consegue viver em sua integridade, quando isto é muito mais fácil e prazeroso.

Minha resposta foi que a maioria das pessoas não sabe quem são verdadeiramente. E acho que isto é de fato o que acontece. As pessoas se afastaram de quem são, para se adaptar às demandas do mundo, adotando o que Jung chamou de ‘persona’. E ficaram tão acostumadas com a máscara, que nem se lembram de quem são em essência. Desconfiam, às vezes, mas não se sentem motivadas o suficiente, para arcar com os riscos de ser quem são.

Escolhas responsáveis

Quantas vezes fazemos o que agrada a outros e depois ficamos ressentidas, porque nada aconteceu como gostaríamos. E culpamos outros, porque sentimos que fomos forçadas a fazer tudo para agradar a eles.

Mas, se pensarmos um pouco mais, vamos descobrir que temos nossos próprios motivos para querer agradar a outros, motivos que nem sempre assumimos conscientemente. E, pelo fato de não assumirmos a responsabilidade pelos nossos próprios motivos, culpamos os outros, assim evitando a responsabilidade e nos ocultando por trás da atitude de agradar, como se ela fosse uma virtude.

A sabedoria da Babá McPhee

Se você ainda não assistiu ao maravilhoso filme A Babá McPhee (Nanny McPhee), aproveite a próxima oportunidade para fazê-lo. Um filme divertido e mágico, em que Emma Thompson é uma babá muito estranha, que vem para por ordem em uma família de um viúvo com 7 filhos menores.

Em um dado momento, a babá diz: “Quando não me querem, mas precisam de mim, eu fico. Quando me querem, mas não precisam mais de mim, eu vou embora.” Estas palavras me acompanharam por bastante tempo, pela profunda sabedoria que expressam.

Cultivar uma alma livre

‘A impermanência é a essência da nossa condição humana’, reza a sabedoria budista. E isto está cada vez mais evidente nos dias de hoje, em que tudo muda com tanta rapidez, que nem sempre conseguimos acompanhar as mudanças, de um modo mais consciente. Isto pode levar a um sentimento de vazio e a uma falta de significado em nossas vidas, principalmente se permanecemos na superfície das coisas, se vivemos principalmente das imagens fugidias que nos são apresentadas continuamente e em profusão por meios exteriores a nós.

O impulso para a independência

Qualquer criança tem um forte impulso para a independência. Podemos vê-lo em ação nas suas contínuas tentativas para entender como funciona o corpo recém adquirido, em seu empenho para aprender a andar e a falar. Também o vemos na curiosidade com que exploram tudo ao seu redor e no incessante perguntar a respeito das coisas.

Subscrever RSS - responsabilidade

Compartilhe este conteúdo